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O banditismo dos Bolsonaro

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Já tenho escrito, de várias formas, como foi importante não eleger o PT em 2018, a despeito das imensas limitações políticas, intelectuais e sobretudo éticas de Jair Bolsonaro. O seu tempo passou, ele certamente foi muito menos nefasto - em termos gerais - ao Brasil do que qualquer governo petista, cujo plano de destruição do Brasil, da coesão nacional, é evidente, deixando arrasado tudo por onde passa ou o que toca. O Brasil está sendo carcomido como infestação de cupim em madeira. O Jornalista Felipe Moura Brasil (já citado em outros posts nesse blog) dá impressão de consistência e coerência desde que apareceu no cenário jornalístico brasileiro. É quase uma pérola achada no mar da ignorância e desonestidade presentes na mídia brasileira. Por isso ser importante a denúncia feita por ele sobre o mal que o clã dos Bolsonaro fez ao Brasil quando permitiu a escalada autoritária e impune no STF... que você pode ler clicando aqui .  Acompanhei a Vaza ou Lava-Toga , ou elementos dela, pu...

Cenouras e chicotes

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Para um asno andar, dizem que podem servir tanto uma cenoura, quanto um chicote. Se a motivação de pegar a cenoura não funcionar, então subjugar o animal irracional será a solução. Não é surpresa para ninguém minimamente acompanhando o Brasil, sobretudo desde 2016, que a alta burocracia impregnada de aparelhamento promovido pelos partidos de esquerda o levaria ao fundo do poço. Distantes do mérito, mas unidos na ideologia e no plano de enriquecimento pessoal, o país gerou milhares de Robin Hoods invertidos. Retiram recursos dos impostos para financiar-se uma máquina estatal ineficiente, corrupta, que ignora leis e a moral. O Brasil vem se vagabundizando há duas décadas em relação a quase tudo: a ideologia substituiu o trabalho. Decisões administrativas são motivadas por cálculos políticos, ao invés do bem-estar da população. A alta cúpula judiciária decide sobre conveniências políticas, ao invés de resignar-se a melhor interpretar a lei visando um ambiente de harmonia social e absolut...

A esquerda e a política: nostalgia perigosa

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Influenciadores. Formadores de opinião. Instrutores. Sábios. Professores. Gurus. Todos acima são funções , não pessoas , às quais a sociedade dá crédito e legitimidade em razão da contribuição que podem dar à coletividade. Essa legitimidade advém unicamente da demonstração histórica de que a acumulação de conhecimento e experiências permitirá reduzir o tempo de avanço rumo à prosperidade e à civilidade em uma sociedade.  O ser humano, assim como qualquer organismo vivo, preza a preservação de energia. Daí dizermos que temos preferência pelo ócio. Sonhamos com fortuna fácil e vida prazeirosa, sem grandes esforços ou sofrimentos.  Nosso organismo nos tornou prevalentes sobre a terra em virtude da capacidade de armazenamento de energia. Onívoros, conseguimos converter quase tudo em energia e a despendermos gradualmente, permitindo irmos muito além da sobrevivência, sobrando-nos tempo para várias atividades, inclusive racionais.  Nossa civilização aprendeu a estocar, a prev...

Metacognição e assuntos de estado

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  A violência sempre foi a arma dos ignorantes. A ausência de raciocínio e informação, a incapacidade de elaborar argumentos lógicos e bem-fundamentados induzem ao recurso à força, pois o agente ignorante é incapaz de convencer pacificamente. O uso de palavrões, já dizia minha professora de português no secundário, é sinal de pobreza de vocabulário, despreparo e pouco estudo. Em 1999, a dupla de psicólogos David Dunning e Justin Kruger realizou testes envolvendo gramática, lógica e humor. O padrão identificado foi revelador: os que obtinham as piores avaliações eram justamente os que mais superestimavam suas próprias capacidades, enquanto aqueles com as melhores avaliações frequentemente se subestimavam. A autoavaliação dos voluntários comprovou um fenômeno muito comum: a dissonância entre realidade e autoimagem. O estudo acabou batizado como Efeito Dunning-Kruger, abordando o viés cognitivo com o qual nos enxergamos no mundo. No meio educacional, é comum cruzarmos com alunos...

Pertencimento e crítica

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Quando Jean-Jacques Rousseau, 250 anos atrás, intelectualmente isolado por suas idéias revolucionárias para a época, concebeu o Contrato Social, ele idealizou o pertencimento de indivíduos a uma coletividade espontaneamente colaborativa, em que certos direitos seriam sacrificados por um bem-maior. O inovador e disruptivo Rousseau visava esvaziar conceitos de legitimidade de reis e clero sobre o povo, que deveria decidir soberanamente o próprio destino. O ideário da transposição do abandono na pobreza ao pertencimento empoderado conquistou a sociedade francesa, fazendo-a revoltar-se violentamente em 1789. Enfim, haveria uma alternativa participativa ao absolutismo e à tirania! O império da lei idealmente livre dos vícios humanos contém elementos divinos de perfeição, mas é atraente por aplicar-se horizontal e igualmente a todos. Nações surgiram em seguida e a idéia do legalismo ganhou força, onde a materialização do sonho perfeito e acabado de um Contrato Social resultante do ordena...

Dilema desnecessário: entre apatia e ativismo

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Em uma era em que a lente de aumento parece ser a regra para enxergar e enquadrar todas as relações, resultado da exponencialização da raiva (e em medida muito limitada, do amor) promovida pela hiperconectividade, muitos parecem tentados a assumirem posições radicais: alienarem-se ou virarem ativistas. Lembro-me bem, durante minha campanha política fracassada, que qualquer um que gostasse de cachorros, bicicletas, a natureza ou corridas deveria se auto-denominar ativista para gozar de credibilidade nas convicções que emitia, segundo o folclore. É certo que há valores comuns na sociedade como um todo, garantido manter-se coesa, mas a idéia da defesa "radical" de bandeiras, sejam boas ou más, é ruim e deve ser sempre considerada como marginal. A razão da manutenção necessária do estado de  marginalidade do ativismo advém do fato que sempre a maioria esmagadora das pessoas terá pouco interesse, pouco ou nenhum conhecimento das matérias tão caras aos tais ativistas (ONGs, grupo...

Trump, mídia: por Guzzo

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Jornal Estado de S. Paulo  Por J.R. Guzzo 09/11/2024 | 09h00 “Encerrada a eleição presidencial nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump, uma das perguntas fundamentais a ser feita é: como foi possível os americanos escolherem, em eleições livres, um candidato maciçamente descrito como fascista, ou nazista, um psicopata terminal que vai impor uma ditadura e declarar a Terceira Guerra Mundial? Resposta: nada disso, nunca, fez o menor nexo. O Trump que a esquerda, as classes civilizadas e os cientistas políticos inventaram simplesmente não existe. O que existe é uma óbvia maioria que não quer o que essa gente quer, não tem mais paciência com as suas posturas irracionais e não acredita em nada do que dizem. O problema, no mundo das realidades, não é Trump. São eles. Estão vivendo, e não só nos Estados Unidos, dentro de um sistema de pensamento e de ação que trocou o raciocínio lógico pelo fanatismo das crenças. É uma espécie de Islã mental. Você tem de acreditar em vez de pens...

Unidos na polaridade: alienação legitimada?

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Os Estados Unidos se transformaram, com seu vigoroso histórico de independência, em fonte de inspiração para movimentos democráticos nos últimos 250 anos, mundo afora. A idéia de uma pujante república norte-americana influenciou profundamente a França a seguir no mesmo caminho, produzindo-se então a sangrenta Revolução Francesa e a Declaração dos Direitos do Homem, duas décadas depois do surgimento dos EUA. Da mesma forma, países ao sul, na América Latina, menos de um século depois, iniciariam seus processos de independência e busca da auto-determinação. Mais de meio milhão de vidas foram perdidas na guerra civil norte-americana, que opôs o sul ao norte, 90 anos depois da independência. A nação dividida ideologicamente, plúrima, aprendeu a ser funcional e a prosperar mediante um forte federalismo em que cada estado manteve sua autonomia legislativa, política e fiscal. A Segunda Grande Guerra criou movimento unificador norte-americano, impulsionando a indústria e o espírito empreendedor...

Virtude e coragem

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Em um mundo com muito barulho, em que maciça presença dos meios de comunicação transformaram o próprio meio em mensagem, pode faltar clareza sobre os valores que importam à sociedade para que se mantenha funcional, harmônica. TRANSTORNO DISSOCIATIVO PATOLÓGICO Ouvi recentemente a belíssima peça teatral Dr. Jekyl and Mr. Hyde , inspirada no Médico e o Monstro (1886) de Robert Stevenson, narrada no link acima por nada menos que o magnífico Sir Laurence Olivier, retratando a dicotomia entre o lado bom e o lado malévolo dos seres humanos. Como na peça, a  dissociação da personalidade constitui curiosidade geral. Não se limita apenas às ciências psiquiátricas, criminal ou jurídica.  Imputar responsabilidade a pessoas por atos horríveis que cometeram ou que continuam cometendo crimes exige compreender o nível de consciência que as levou ou continua a levar a cometer tais atos horríveis. Transpondo a questão aos dias atuais, mediante maior desenvolvimento da compreensão da psyché h...

Fake News

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 A venda da verdade absoluta, anunciar o poder da revelação, de enxergar o que os outros não enxergam e assim tornarem-se relevantes sempre foi uma tentação aos oportunistas e desonestos, bem como aos parasitas de regimes políticos ilegítimos. Ouvi falar em Fake News , pela primeira vez, durante a campanha de Donald J. Trump à Casa Branca em 2016.  Eu já nutria desconfiança em relação às notícias publicadas em jornais, sobretudo porque tive uma passagem de vida perto dos holofotes e de personalidades públicas em minha infância e adolescência. Na minha Belo Horizonte natal, eu sabia que, por detrás das fotos e notícias de jornal, havia realidades muito diferentes, muitas tragédias escondidas sob sorrisos e anúncios falsos. Isso foi transposto à mídia social e o fake , o mentiroso, ainda persiste, projetando miragens distanciadas da realidade, mentiras criadas especialmente para destruírem reputações, prejudicar pessoas, falsear eleições, limitar idéias e, sobretudo, parasitar o...