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Mostrando postagens com o rótulo OCDE

Paulo Guedes: possivelmente o Ministro da Economia mais coerente que o Brasil já teve

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 Não fiquei surpreso com a clareza didática com que o cidadão Paulo Guedes expôs suas idéias e conceitos econômicos no programa Flow, ontem à noite: Relatou os esforços que tem feito desde que aceitou assumir o cargo com maior taxa de queimação entre economistas brasileiros: o de Ministro da Economia. Expôs algumas divergências que possui com o Presidente Bolsonaro, que converteu de estatista em liberal econômico, à vista das evidências de que estado grande apenas aumenta oportunidades para a corrupção florescer . A distinção entre política partidária e política econômica ficou patente no diálogo com esse economista de estirpe, banqueiro e empresário de sucesso.  Guedes deixa marcas boas em diversos setores, sendo um deles o da educação nos últimos 30 anos ou mais. Entre fins dos anos 90 e início dos anos 2000, fui professor e coordenador do MBA do IBMEC . Sou testemunha do quanto Guedes e sua equipe se esforçaram para criar uma escola de negócios de ponta, transformada poste...

Brasil e a OCDE na América Latina: um possível fracasso?

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Insurjo-me contra correntes majoritárias, quando entendo que possuem premissas falsas. Assim, ouso questionar. Ouso inclusive verbalizar tal questionamento, o que por vezes pode causar reações exacerbadas, sobretudo por parte dos dogmáticos, dos adeptos a verdades absolutas. Isso remete-me à ótima charge do Quino (inventor da sensacional Mafalda): Um assunto até hoje limitado aos corredores do Planalto tem surgido na mídia e na academia brasileiras, nos últimos meses: a adesão do Brasil à OCDE. Desde que o Min. Paulo Guedes tem-se reunido com membros da organização , o assunto tem sido citado, mas ainda permanece periférico, superficial, estéril. Adotar regras de países ricos, abandonando originalidade e autonomia, para atrair negócios e investimentos, faz parte da triste história brasileira. Eu tenho estudado, há mais de 30 anos, a importação de regras por países emergentes, por meio de uma disciplina e técnica denominada Direito Comparado . Vários transplantes legais serviram a propó...

Debate acadêmico em Belo Horizonte sobre regulação comparada, design institucional e Brasil na OCDE

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Tive o prazer de ser novamente convidado pelos amigos da academia para expor minhas visões sobre regulação bancária. Eis o í ndice por minuto sobre temas abordados na apresentação e instigante debate ocorrido na Universidade FUMEC , Belo Horizonte, MG, Brasil, dia 31/03/2022: - 00:03:00 - Início - 00:05:00 - Citação #shakespeare aplicada ao #direitocomparado - 00:08:40 - O que vem a ser a #regulação comparada - 00:19:22 - O que vem a ser #design #institucional - 00:31:55 - Entendendo o #mercadofinanceiro (global/brasileiro) - 00:45:30 - #Regionalismo financeiro: um insight, uma opinião - 00:50:45 - A visão #macro - 00:53:00 - Abordagem inicial sobre #brasil na #ocde DEBATES - 00:57:40 - Como se opera a regulação financeira internacional gerando #concentração de mercado - 01:09:00 - #sançõeseconômicas , #guerraucrania , #oligarcas e redesign institucional - 01:15:30 - Tranformação crítica para uma #novaordeminternacional - 01:18:20 - #criptomoeda e o vácuo regulatório tempor...

Aumentando impostos no Brasil: necessidade, escolhas e desinteligência

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Há anos se diz o que viria a ser inevitável: sem reduzir o custo da máquina, mais impostos serão necessários.  Em outras palavras: quebraram o Brasil. Anunciam-se hoje aumentos de impostos, PIS, COFINS, etc. mas também algo acontecerá com o imposto sobre doação e herança (chamado ITCD em MG). Deve chegar a 12%, pulando muito para cima se avaliada a situação atual, com divisão para federação e estados, buscando melhorar um pouco as contas desses dois (refresco passageiro, prá "inglês ver"). O custeio corrente tem matado as unidades da federação, incapazes, no geral, de investirem em melhorias ou mesmo na manutenção de serviços básicos.. O tal ITCD (vários estados usam nomenclatura parecida a essa) é um imposto chato, antipático, difícil de cobrar e cuja arrecadação, segundo estudos da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, não vale o esforço. Eu já tinha descrito minha visão algum tempo atrás sobre impostos nesse POST , que teve uma boa lei...