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Centrão, por FMB

Não escondo minha admiração por Felipe Moura Brasil, para mim um dos melhores jornalistas políticos do país. Ele publicou no X e desejo registrar aqui, já que nunca fui bolsonarista, mas desde 2003 tornei-me um aguerrido anti-Lulista e anti-petista (aliás, anti-esquerdas latino-americanas que se provaram bandidos, anti-democratas, etc.) e, diante do dilema nas eleições, é claro que votei no capitão versus o bandido condenado, pelego. Transcrição: A narrativa de que Jair Bolsonaro está sendo “traído” pelos filhos, que apoiam político do Centrão para o Senado, é uma tentativa de salvar a imagem de “direitista” do patriarca da família, que já disse com todas as letras, em 2021, durante seu governo: “Eu sou do Centrão.” Quando a maioria das condutas de determinado grupo contraria um conceito teórico - como o de direita - utilizado para organizar e classificar posições políticas e ideológicas, qualquer pessoa sã, que não tenha sido abduzida para a bolha de propaganda enganosa do grupo, util...

Aparelhamento da ditadura travestida

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  Não bastassem os escândalos da libertação de Lula, por seus ex-advogados e aliados políticos na suprema corte, para que concorresse à presidência, o furto do INSS, o do Banco Master, além dos conhecidos Mensalão e Petrolão, o aparelhamento da justiça não conhece fim. Em breve, um tal  Bessias , assim chamado o menino-de-recado da ex-presidente Dilma, por meio de manobras como aquela que enterrou o relatório da  CPI do Crime Organizado  (em que o presidente do Senado, em colusão com o chefe do Executivo, alterou de última hora os membros mediante canetada garantindo que nada fosse investigado ou ministros do STF indiciados por seus aparentes crimes) será entronado no tribunal mais importante do país. Sua fidelidade canina ao projeto de poder - e de assalto ao país - das oligarquias políticas que hoje lhe dominam é mais do que suficiente para garantir que passe pela pantomima em que se tornou a outrora “sabatina” do Senado. Instituições vão por água abaixo, quando sã...

Brasil é África

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  (republicado do blog Substack 17/02/2026) Retrato do extrato populacional O censo brasileiro de 1872 revelou dados que influenciariam o país muito além apenas dos 100 anos seguintes. Foi a bússola que definiu a estrutura de poder, social, econômica e geográfica do país. A fórmula ainda persiste. Naquele momento, o Brasil tinha quase 10 milhões habitantes: 10% dos quais apenas residindo em cidades. O Brasil era rural, absolutamente ignorante, subserviente, com 1,5 milhão de escravos (cuja importação da África havia acabado com a  Lei Eusébio de Queiroz  em 1850) e quase 6 milhões de pretos e pardos miseráveis, em sua maioria esmagadora. Os 38% dos brancos no país, à época, estavam longe de serem apenas senhores de engenho. A maioria era pobre. O problema - em uma época em que atuais círculos pseudo-intelectuais de bastante influência reputam ter sido ocupado por povos indígenas (menos de 4% da população à época) ou escravos e ex-escravos - não era, ou é, a etnia. A etnia...