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Mostrando postagens com o rótulo Brasília

Brasil: Narco-Governo ou Narco-Estado?

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 O Brasil teve um processo eleitoral em 2022 absolutamente falseado por estratagemas que se iniciaram em 2018. Isso todo mundo já sabe. Se as urnas das eleições foram fraudadas ou não, não há como saber. Qualquer tentativa de apuração por especialistas ou órgãos independentes foi massacrada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Então não há como afirmar nada categoricamente. O ponto de interrogação, ainda que desagrade a algumas pessoas, continua persistindo pois questionadores foram silenciados, ao invés de terem suas perguntas respondidas, como se esperaria em um estado de direito. Aliás, como se esperaria dos guardiões do princípio basilar do devido processo legal: ampla defesa e contraditório, inclusive para produzir provas. A questão nem é mais a eleição, assunto ultrapassado, mas entalado na garganta certamente de mais de 50 milhões de eleitores brasileiros.  Os mais novos que lêem esse espaço certamente não estudaram um fenômeno que ocorreu no Brasil entre fins d...

Reforma tributária brasileira: ruim com, pior sem.

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Há décadas sabe-se que o Brasil precisa de amplas reformas em várias áreas, mas especialmente nas áreas tributária e política. O país foi gradualmente quebrado pela Constituição Federal de 1988, plena de direitos e benesses, sobretudo ao funcionalismo público, complementada pela antiga piada de demógrafos: sua ciência é a mais previsível e monótona do mundo . Com a presença na vida das pessoas cada vez mais crescente, o estado-gastador brasileiro confronta-se com um fato inegável: população contributiva contraindo-se enquanto as despesas sobem em velocidade assustadora.  Fenômenos como os " precatórios ", que são dívidas da União e de estados não quitadas, a despeito de confirmadas judicialmente após muitas vezes décadas de processo, são a ponta do iceberg de uma dívida impagável por diversas gerações. Na realidade, não há incentivos para se colocar ordem na casa, portanto, apenas o aumento da carga tributária é cogitada fazendo-se veneno, ao invés de remédio. O clamor por ...

Mau uso de vocábulos

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 É lastimável ver como tem gente que ganha projeção usando e abusando de certos vocábulos. Ataques a prédios públicos ou privados sempre devem ser condenados, obviamente que menos do que a pessoas, já que vidas valem muito mais do que objetos. O que ocorreu há poucos dias em Brasília foi programado e visou beneficiar politicamente todos os campos, sobretudo os radicais, em um país profundamente dividido e insatisfeito com os rumos da política. Ocorre que há dois vocábulos que foram violentados por gente importante demais para eu apenas assistir passivamente. O primeiro vocábulo é " terrorismo " ou " terrorista ".  Até o episódio, quem destruía bens era vândalo. E quem os furtava, ou mesmo roubava (furto com emprego da força), era chamado de assaltante ou ladrão. Vários manifestantes do 8 de janeiro de 2023, em Brasília, adentraram instalações e prédios públicos para manifestar e dentre tantos vandalizaram e furtaram bens alheios. Ao que me consta, terrorista é aquel...

Toxicidade política: um plano dos maus

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Constatar uma realidade ou algo não implica em utilizar a imaginação, mas apenas somar fatos numa sequência lógica mensurada no tempo. Ainda que se diga o contrário, acredite no que você vê e ouve à sua volta, antes de concluir algo . A política , na era do mundo hiperconectado e das mídias sociais, atualmente representa o tóxico , o perigoso , o desagregador .  Em 2018 já estava claro para onde se caminhava. 2022 está sendo um ano extremamente desagradável para aqueles que, como eu, se interessam e desejam ter algum engajamento político moderado, racional e ético . E assim constato: a política tem sido  o inverso do que se espera de sua função .  A política deveria ser o meio em que diversas expressões e idéias são expostas e se chocam, produzindo um ambiente onde valores e objetivos minimamente partilhados reforçarão o elo necessário para que a sociedade se desenvolva , prospere e perpetue-se. A política precisa, entretanto, de uma  base sólida para ser funcio...

Federalismo, enfim

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     A pandemia está demonstrando, de forma inequívoca, o quão importante são as fronteiras. Estivemos acostumados a viajar rapidamente, por longas distâncias, até recentemente, sem nos preocuparmos muito com aspectos políticos ou sanitários. Vivemos em um país cujas leis são válidas homogeneamente em todo o território, apesar de reconhecermos as imensas diferenças regionais que vão muito além do sotaque, do tempero ou do clima. Chamamos o Brasil de uma República Federativa, mas temos pouca noção do que isso realmente significa.                  Nem sempre foi assim. A memória nacional, ainda que amarelada, nos remete ao tempo em que os estados tinham presidentes e grande autonomia política, fiscal e até mesmo militar. Getúlio Vargas deu o primeiro golpe institucional nesse sentido, concentrando poderes e desmontando a independência dos estados. Vargas inaugurou o início irreversível do distanciamento entre mandatário público e...

Os donos do Brasil não se escondem, nem se intimidam.

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A oligarquia funcional (no sentido de dominante no âmbito da gestão pública), os novos-poderosos, utilizando das técnicas e linguagem dos velhos-poderosos desse país, continua tomando-o de assalto para benefício de seus próprios currais. Já havia me referido a isso de forma direta e afiada  nesse post , quando examinei o papel das oligarquias e dos coronéis no comando de regiões e, finalmente, da nação. O fenômeno continua igual, apenas mudando-se nomes e métodos. As ações recentes do Procurador Geral da República, caricaturado nesse post , publicando, a conta-gotas, revelações dos administradores da JBS fazendo ameaças veladas aos Ministros do STF, são mais uma demonstração de que a mentalidade oligarca é o que realmente destrói o país. Aliás, os Batista não podem ser chamados de donos da JBS, pois são meros laranjas do grupo de poder que administrou o Brasil até recentemente e do BNDES, aquele banco que cria bilionários jogando fora recursos do pobre povo brasileiro, mas qu...