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Mostrando postagens com o rótulo ativismo

Clamor à normalidade

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  Na escala de necessidades, as pessoas precisam de alimento, abrigo, serem úteis por meio de uma ocupação e, a partir do momento em que dispõem de certa tranquilidade dentro da dignidade, almejam prosperar.   A evolução pode se dar por meio do aprimoramento de um ofício, de uma ocupação, inclusive por meio de estudos e da obtenção de conhecimentos, muitas vezes representados por um diploma.   Até recentemente, estudar era quase uma garantia de melhores salários, já que entender melhor o mundo e ampliar os conhecimentos permite enxergar coisas que a maioria das pessoas não enxerga ou não consegue organizar, gerando uma vantagem competitiva para cargos melhores ou postos decisórios.   O diploma, no entanto, jamais foi garantia de melhores empregos ou salários. Ele pode abrir portas, mas não garante o desempenho que só vem do conhecimento real — e não de um pedaço de papel.   O mundo é um lugar fascinante, repleto de complexidades que geram imensas oportunidades e...

Dilema desnecessário: entre apatia e ativismo

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Em uma era em que a lente de aumento parece ser a regra para enxergar e enquadrar todas as relações, resultado da exponencialização da raiva (e em medida muito limitada, do amor) promovida pela hiperconectividade, muitos parecem tentados a assumirem posições radicais: alienarem-se ou virarem ativistas. Lembro-me bem, durante minha campanha política fracassada, que qualquer um que gostasse de cachorros, bicicletas, a natureza ou corridas deveria se auto-denominar ativista para gozar de credibilidade nas convicções que emitia, segundo o folclore. É certo que há valores comuns na sociedade como um todo, garantido manter-se coesa, mas a idéia da defesa "radical" de bandeiras, sejam boas ou más, é ruim e deve ser sempre considerada como marginal. A razão da manutenção necessária do estado de  marginalidade do ativismo advém do fato que sempre a maioria esmagadora das pessoas terá pouco interesse, pouco ou nenhum conhecimento das matérias tão caras aos tais ativistas (ONGs, grupo...

A cultura do cancelamento atual, promovida facilmente pelas mídias sociais

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Seguem dois artigos importantes para pessoas honestas, preocupadas com o ativismo de criminosos travestidos de cientistas, políticos, jornalistas e outras profissões ou atividades que conseguem repercutir suas idéias tóxicas. Os autos-da-fé de quem ousa questionar o culto do juízo final climático é examinado nesse ótimo artigo . Acusações falsas matam. Esse professor foi vítima de acusações falsas e violentas de racismo e suicidou-se. Leia aqui . Ninguém que causou sua morte será ou sente-se responsabilizado. Esse é o mundo atual, dos ativistas sem responsabilidade que, unidos e barulhentos, destróem vidas e meios de vida. Já relatei brevemente aqui minha traumática experiência em ousar tentar representar uma parcela da população do meu bairro, na política municipal. Isso me causou (e ainda causa) enormes problemas profissionais, sociais, emocionais e pessoais. Apenas com o apoio de amigos verdadeiros e da família consegui razoavelmente superar o trauma, mas a dor latente persiste so...

Europa na encruzilhada ética e econômica

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 O projeto institucional europeu surgiu da necessidade de países do continente criarem interdependência visando o diálogo constante e a paz. A Europa de 2022 está sendo confrontada com dilemas éticos e econômicos. O dilema ético advém da crise energética e da invasão bárbara russa sobre a Ucrânia.  Tendo desligado muitas de suas centrais nucleares e outras fontes ditas poluidoras, países (sobretudo Alemanha) cederam decisões estratégicas a partidos políticos e a grupos ambientais extremistas (além de profunda corrupção, como provado pela ligação de ex-chanceler alemão ao genocida russo ). Ao não planejarem responsavelmente a transição energética local e sustentável, a Europa vê-se refém da Rússia, esse país conduzido por um genocida como Putin e sua oligarquia criminosa. Os europeus sabem distinguir entre certo e errado, mas não poderão fazer a coisa certa, nesse caso. É absoluta sua dependência da fonte de energia russa. Não há alternativas viáveis e suficientes . Já se fala...