Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Québec

Texto e contexto: aqui, acolá e a censura.

Imagem
Como meus fiéis leitores sabem, desde 1998 passei a escrever regularmente no jornal O Estado de Minas , abordando todos os assuntos da hora, jurídicos, econômicos, das relações internacionais e políticos (política brasileira e mundial). Usando alegorias, humor e crítica, tenho dado minha contribuição ao pensamento coletivo e tive sempre excelente receptividade de quem aprecia cacoalhadas mentais. O saudoso jornalista Dídimo Paiva foi meu guia  e guru na jornada inicial de articulista, tendo-me motivado e convidado a contribuir semanalmente à Editoria de Opinião do jornal.  Dídimo reconheceu meu pertencimento a uma geração que valoriza profundamente a liberdade de opinião, geração saída da época negra do regime militar brasileiro onde a censura existia e era praticada com violência física, social ou psicológica. Ele dizia: transforme seu conhecimento em reflexão a nossos leitores ! A desmaterialização do jornal, que já teve a maior circulação nesse estado de mais de 21 milhõe...

Três meses para roubar: jabuticaba brasileira

Imagem
Acho muito interessante o que acontece no Brasil no que tange à passação de cargos eletivos e comparo com o Canadá, pois vivo nesses dois mundos diametralmente opostos. No dia 7 de outubro último, alguns governadores foram eleitos. Ou seja, a partir do dia seguinte, os governadores atuais e suas pessoas de confiança, em cargo não concursado, que mandam no respectivo cofre estadual, sabem-se terminais . O que seria normal acontecer, num país comprometido com boa governança e proteção do dinheiro do contribuinte? Imediato bloqueio das despesas discrecionárias , proibição de novas contratações de pessoal ou obras e compras. Só que isso não acontece. Vejamos o exemplo do Canadá, mais especificamente da Província do Québec. No dia 1 de outubro foi eleito o novo primeiro-ministro (François Legault) e menos de 3 semanas depois este assume, juntamente com sua equipe e novos secretários. O perdedor (Philippe Couillard) já saiu de cena, no dia seguinte à derrota não assinava mais...

Desigualdade econômica é sinônimo de imobilismo social

Imagem
Um dos argumentos que pesa muito para jovens serem favoráveis a idéias como comunismo ou socialismo é que, sem dinheiro no bolso, eles gostariam de usufruir da riqueza que enxergam no mundo dos outros, geralmente dos mais velhos e de nível sócio-econômico superior. Quanto mais desigual economicamente for a sociedade, maior o apelo desse discurso distributivista da juventude que, na verdade, deseja apenas perpetrar um furto dourado, romantizado. Se uma sociedade é mais igualitária, menos desequilibrada na distribuição da sua riqueza, haverá espaço e conforto para todos, inclusive para aqueles que desejam navegar na escala social. É o que ensina esse artigo , cujo gráfico abaixo é a melhor representação. O sentimento de revolta que contamina indivíduos que se percebem incapazes de saírem do determinismo de sua condição social e econômica é a grande causa da desarmonia social. O comunismo não é a solução a nenhum problema em virtude do seu dogmatismo e caráter ditatorial, mas ...