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Mostrando postagens com o rótulo Estados Unidos

2025: o ano da virada?

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Em 1990, o Brasil teve sua primeira eleição geral pós-regime militar, elegendo-se um presidente civil não diretamente vinculado aos militares (já que Sarney era do partido gestado pelos militares), a despeito de Fernando Collor ser filhote da ditadura e da elite atrasada nordestina. O fracasso foi sintoma do despreparo do país: o Impeachment em 2 anos no poder.  Abaixo, resultado das eleições federais de 1990 (TSE): Sob a bandeira do acolhimento de demandas sociais de forma mais ativa, a esquerda iniciou sua jornada de tomada do poder no país e no ano de 2002 o PT foi vencedor nas eleições federais. O pelego-modelo Lula da Silva elegeu-se como presidente, gestando uma coalizão de partidos de esquerda dona absoluta do comando da nação, ligada mais pela corrupção e menos pela ideologia. Aprimoraram-se algumas políticas sociais, o marketing foi bem feito dentro e fora do país, enquanto avolumaram-se escândalos de corrupção sempre beneficiando a coalizão que garantia ao lulismo o tão-...

Trump, mídia: por Guzzo

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Jornal Estado de S. Paulo  Por J.R. Guzzo 09/11/2024 | 09h00 “Encerrada a eleição presidencial nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump, uma das perguntas fundamentais a ser feita é: como foi possível os americanos escolherem, em eleições livres, um candidato maciçamente descrito como fascista, ou nazista, um psicopata terminal que vai impor uma ditadura e declarar a Terceira Guerra Mundial? Resposta: nada disso, nunca, fez o menor nexo. O Trump que a esquerda, as classes civilizadas e os cientistas políticos inventaram simplesmente não existe. O que existe é uma óbvia maioria que não quer o que essa gente quer, não tem mais paciência com as suas posturas irracionais e não acredita em nada do que dizem. O problema, no mundo das realidades, não é Trump. São eles. Estão vivendo, e não só nos Estados Unidos, dentro de um sistema de pensamento e de ação que trocou o raciocínio lógico pelo fanatismo das crenças. É uma espécie de Islã mental. Você tem de acreditar em vez de pens...

A força da democracia a despeito da propaganda

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A vitória de Trump revelou várias coisas, como inúmeros artigos divulgam. A perdedora disse que lutará pela defesa da democracia... Qual democracia?   Aquela que só é válida se o partido de esquerda ganha, descreditando e desumanizando qualquer pessoa ou grupo que não seja seu próprio espelho?  Aquela que a linchou eleitoralmente revelando a inépcia da candidata, a despeito de um opositor nada politicamente correto que jurou lutar até a vitória com energia de adolescente?  A retórica mentirosa transformou o partido democrata de JFK em sombra e ruína do que havia sido no passado. Aquele enorme capital político e de credibilidade foi jogado no lixo há vários anos.  Sucumbiram os democratas aos caciques da simulação, da manipulação das emoções dos eleitores para os piores propósitos. E a mentira tem pernas curtas. A retórica divisiva de Obama e Hillary, manda-chuvas que transformaram a Casa Branca em seu quintal, sua cozinha, operando subrepticiamente para ganho pe...

A democracia distorcida

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Não canso de lembrar a famosa frase de Churchill em que dizia ser a "democracia uma péssima forma de governo, exceto as demais". Quem viveu ou vive em regimes autocráticos, em ditaduras, onde o estado de direito não vale quase nada, sabe disso. Democracias são absolutamente imperfeitas, os estratagemas que os adoradores e aduladores do poder perpetram para conquistá-lo, numa democracia, são sutis e muito piores, acho eu, do que em ditaduras ou golpes de estado, onde ao menos há menos máscaras (a brutalidade lhes prescinde).  Falsos democratas, aqueles que distorcem fatos, criam narrativas em próprio benefício, compram apoio de sindicatos, jornais, grupos de pressão, grupelhos sectários mediante "promessa de paga" com recursos do contribuinte são mais perversos do que ditadores sanguinários, ainda que ambos sejam péssimos, execráveis e desagregadores.  Constata-se que os acordos feitos às escondidas, os conchavos para lesar cidadãos ou inimigos políticos, feitos nas ...

Perseguições seletivas e engrenagens de um mecanismo resiliente

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ATUALIZAÇÃO EM 19/06/2023 - LEIA ESSE BOM E FUNDADO  ARTIGO  demonstrando que Trump pode estar posando de vítima (o que não seria surpresa), mas o argumento abaixo continua válido quanto à seletividade investigativa . Hoje houve um anúncio sem precedentes na história ocidental: foi dado início a um processo criminal federal contra o ex-Presidente Donald Trump . Ele quase foi reeleito nas últimas eleições nos Estados Unidos e parece ter se apropriado indevidamente de documentos de Estado, descobertos em uma de suas mansões. Desconheço detalhes legais se um ex-presidente pode ou não guardar documentos confidenciais do período em que governou. Sei que ex-presidentes têm direito (como no Brasil) a proteção 24h, pois detêm segredos preciosos e seriam úteis como reféns de nações inimigas ( a terra ainda não é um paraíso e aqueles que se esforçam para que se torne um inferno têm tido bastante êxito ).  Eu imaginava que o ex-comandante das forças armadas, representante do país du...

Jerus-Além 2, a decantação e a geopolítica

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Vários dias após o "anúncio da autorização da transferência da Embaixada dos EUA para Jerusalém" pela administração Trump, já é possível ver a decantação da areia misturada à água. A água está mais translúcida, a areia começa a descer e conseguimos ver melhor o que é a notícia. Ao dar efeito jurídico a um fato ocorrido há quase 70 anos (decisão de o estado judaico em estabelecer em Jerusalém como sua capital), os EUA desafiaram muita gente. Teria então sido um ato impensado da administração norte-americana? Claro que não. Ela é um divisor de água com algum efeito para israelenses e palestinos, mas o efeito fundamental diz respeito à geopolítica e a uma guerra comercial. Ao final desse post tem um vídeo para aqueles que desejam entender a briga geopolítica entre Irã, Arábia Saudita e Turquia, que no passado transformava a causa palestina em uma bandeira importante, mas essa causa perdeu importância, como se verá. A reação do presidente francês , Manoel Macron, foi e...