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Mostrando postagens com o rótulo classe política brasileira

Um país violento, perigoso

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Era inevitável: ou o Brasil combateria o crime, inclusive e em especial aquele organizado, ou sucumbiria. Ao ler " Por quê as nações fracassam ", escrito por D aron Acemoglu and James A. Robinson dez anos atrás, várias estórias ajudaram-me a compreender a dificuldade de países em garantirem o funcionamento saudável de instituições que seriam essenciais para prosperidade e progresso coletivos. Manifestações recentes em altos escalões indicam que a elite brasileira escolheu o caminho mais fácil para si mesma: censura e silenciamento de dissidentes. Questionamentos são proibidos, justificando concentração de importantes poderes nas mãos de poucos magistrados transformados em efetivos administradores do país a despeito de não terem tido nenhum voto para mandarem no destino de um povo.  O autoritarismo é realmente um modelo atraente.  Ele facilita o diálogo entre poderosos, ignora oponentes e leis, cria narrativas que, pelo medo ou compra com recursos públicos de adeptos, dissemin...

Brasil e a OCDE na América Latina: um possível fracasso?

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Insurjo-me contra correntes majoritárias, quando entendo que possuem premissas falsas. Assim, ouso questionar. Ouso inclusive verbalizar tal questionamento, o que por vezes pode causar reações exacerbadas, sobretudo por parte dos dogmáticos, dos adeptos a verdades absolutas. Isso remete-me à ótima charge do Quino (inventor da sensacional Mafalda): Um assunto até hoje limitado aos corredores do Planalto tem surgido na mídia e na academia brasileiras, nos últimos meses: a adesão do Brasil à OCDE. Desde que o Min. Paulo Guedes tem-se reunido com membros da organização , o assunto tem sido citado, mas ainda permanece periférico, superficial, estéril. Adotar regras de países ricos, abandonando originalidade e autonomia, para atrair negócios e investimentos, faz parte da triste história brasileira. Eu tenho estudado, há mais de 30 anos, a importação de regras por países emergentes, por meio de uma disciplina e técnica denominada Direito Comparado . Vários transplantes legais serviram a propó...

Limites ao mau-caratismo e a incoerência parasita

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Jamais me distancio dos eventos políticos brasileiros, sendo inevitável eu me juntar àqueles que acompanharam a confirmação da conduta criminosa do Lula pelo TRF4. Meu objetivo não é chover no molhado e dizer que há provas suficientes, que o judiciário brasileiro é um poder independente e que o devido processo legal vem sendo rigorosamente observado no caso do ex-Presidente. A idéia desse rápido post de hoje é apenas demonstrar zero espanto com o apelo efetuado, há mais de 6 meses, por Lula à ONU, visando ser considerado politicamente perseguido por instituições da República, notadamente pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro. Ainda no primeiro semestre de 2017, Lula teve o disparate de autorizar seus advogados a tentar mobilizar a comissão de direitos humanos da ONU visando que declarasse estar havendo uma perseguição judiciária a Lula, por suas convicções políticas. A pergunta é simples: se o sujeito se acha perseguido por um dos poderes da República, tendo um processo ...

Caciques social-democratas: meros oligarcas

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Ontem a novela de auto-destruição do PSDB teve mais um capítulo quixotesco. Aécio Neves - o acuado sob graves denúncias que deveriam lhe convidar à profunda e silenciosa reserva - destituiu o atual presidente do PSDB, Tasso Jereissati. É lastimável assistir a essa pantomima grotesca, para aqueles que algum dia - como eu - tiveram alguma simpatia pela agremiação... a quem se interessar por análises a respeito, convido a ler isso  e isso . Esses senhores rastejaram para disputar a sucessão no partido que administra o estado de São Paulo e que ainda mantém alguns centros de poder, mas esquecem-se - como sempre fizeram - do voto popular e da necessidade de existir no país alguma oposição inteligente (em contraponto ao que Bolsonaro ou PT fazem nos dias atuais). O baixo nível da discussão, a ausência de oxigenação das agremiações, a péssima envergadura moral dos que as lideram, tudo isso deixou de causar espanto e ajuda a entender para onde irá o país em 2018. Começo a cons...

J&F, JBS, medo, impunidade e um enorme silêncio

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Dez anos atrás cheguei à conclusão que minha geração não vai fazer o país subir de andar... Na verdade, segundo ouço, vejo e sinto, o país desceu um andar... ou alguns andares nos anos petistas-pemedebistas. Eu não estou perseguindo o Henrique Meirelles. Quero deixar isso bem claro. Sou um zero à esquerda no cenário político brasileiro. Sou atento, mas uma voz independente e isolada que de vez em quando tenta emitir opiniões  para melhorar a reflexão à partir do Canadá e das minhas andanças brasileiras.  Choro pelas mazelas que acometem esse país que acolheu, de braços abertos, meus antepassados imigrantes (como quase todo mundo que lá mora, fora o povo indígena). Mas voltando ao Henrique: acho que ele tem atributos e qualidades incríveis, só que sinto-me obrigado a desconfiar demais. Já escrevi isso com todas as letras nesse post . Por quê não devo confiar nele? Os irmãos donos da JBS estão presos e ameaçando delatar, fazer qualquer coisa prá abraçar de novo seus ...

Os donos do Brasil não se escondem, nem se intimidam.

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A oligarquia funcional (no sentido de dominante no âmbito da gestão pública), os novos-poderosos, utilizando das técnicas e linguagem dos velhos-poderosos desse país, continua tomando-o de assalto para benefício de seus próprios currais. Já havia me referido a isso de forma direta e afiada  nesse post , quando examinei o papel das oligarquias e dos coronéis no comando de regiões e, finalmente, da nação. O fenômeno continua igual, apenas mudando-se nomes e métodos. As ações recentes do Procurador Geral da República, caricaturado nesse post , publicando, a conta-gotas, revelações dos administradores da JBS fazendo ameaças veladas aos Ministros do STF, são mais uma demonstração de que a mentalidade oligarca é o que realmente destrói o país. Aliás, os Batista não podem ser chamados de donos da JBS, pois são meros laranjas do grupo de poder que administrou o Brasil até recentemente e do BNDES, aquele banco que cria bilionários jogando fora recursos do pobre povo brasileiro, mas qu...