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Mostrando postagens com o rótulo EUA

Mudar o mundo: o discurso do reitor woke

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Essa semana fui a uma cerimônia de formatura. Distribuíram-se diplomas a bacharéis, mestrandos e doutorandos. Foi em uma universidade francófona de Montreal, reputada por sua tendência extremista à esquerda, formadora de sindicalistas, recrutadora de militantes radicais, mas com excelência em certas áreas sobretudo fora das ciências humanas. Sua faculdade em administração de empresas é apreciada como técnica. Desejo relatar parte do ocorrido na formatura, sob minha lente. Formatura é sempre uma festa bonita, sobretudo na América do Norte. Há a tradição dos chapeuzinhos quadrados, lançados ao alto ao final do evento solene. Os formados dão urras! de alegria por terem concluído mais uma etapa do que deveria ser uma trajetória de aprendizado (auto-conhecimento, sobretudo). Como professor há quase 30 anos, regojizo-me ao ver a alegria dos formandos.  A quase totalidade terá se dedicado ao propósito original de entrar em uma universidade para abrir os próprios horizontes, capacitar-se ...

A força da democracia a despeito da propaganda

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A vitória de Trump revelou várias coisas, como inúmeros artigos divulgam. A perdedora disse que lutará pela defesa da democracia... Qual democracia?   Aquela que só é válida se o partido de esquerda ganha, descreditando e desumanizando qualquer pessoa ou grupo que não seja seu próprio espelho?  Aquela que a linchou eleitoralmente revelando a inépcia da candidata, a despeito de um opositor nada politicamente correto que jurou lutar até a vitória com energia de adolescente?  A retórica mentirosa transformou o partido democrata de JFK em sombra e ruína do que havia sido no passado. Aquele enorme capital político e de credibilidade foi jogado no lixo há vários anos.  Sucumbiram os democratas aos caciques da simulação, da manipulação das emoções dos eleitores para os piores propósitos. E a mentira tem pernas curtas. A retórica divisiva de Obama e Hillary, manda-chuvas que transformaram a Casa Branca em seu quintal, sua cozinha, operando subrepticiamente para ganho pe...

Construindo elites

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Antigo ditado já dizia: " cercar-se de anões não te faz um gigante ". Na sequência desse ditado, diz-se ainda que " somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos " . É muito importante sabermos escolher com quem convivemos, pois ainda há o velho adágio " diga-me com quem andas, e te direi quem és ". O mesmo deve ser  aplicado a gestores, públicos e privados. Se tenho um problema de saúde, buscarei tratar-me com um especialista, médico que tratou diversas pessoas com o mesmo problema. Essa conclusão parece óbvia: busca-se o melhor tratamento por quem conhece a moléstia na prática e certamente a estudou e a estuda, mantendo-se atualizado. Acredito que buscar tratar-se com alguém que apenas estudou um assunto, com altíssimas notas acadêmicas, mas que jamais teve prática, jamais conviveu com pessoas que sofrem da moléstia que precisa ser tratada, não seria a preferência de pessoas razoavelmente conscientes de que mérito suplanta em muito a formação acad...

Kissinger: incontornável até o fim

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Ontem faleceu Henry Kissinger , aos 100 anos de idade. Tornou-se famoso desde a época em que foi nomeado Conselheiro para a Segurança Nacional e depois  Secretário de Estado do governo de Richard Nixon, ao final da década de 1960. 70% das mídias tradicionais de notícias (que consegui analisar) informam sua morte construindo um obituário obscuro, muito negativo. Como alguém que o acompanhou desde criança pelos jornais e conversas de família, entendo ser normal criticá-lo, mas o exagero indica superficialidade de conhecimento e contexto pelas editorias internacionais que o caracterizam negativamente. Esse acadêmico, transformado político altamente complexo é, sem dúvida alguma, se não o único , um dos principais  pais da paz mundial experimentada no longo período desde a guerra fria até o dia de ontem, que nos beneficiou a todos nesse planeta. O jovem judeu conseguiu fugir da Alemanha nazista com a família após ser espancado na escola e seu pai ter perdido o emprego, em vista d...

Sócio do estado: ao invés do Plea Bargain, melhor seria ter um programa de denúncias remuneradas

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Os Estados Unidos implantaram um programa de denúncia remunerada após a crise de 2008, por meio da Lei Dodd-Frank, conhecido como Whistleblower Program ( Programa do Apitador ). As autoridades, sabedoras dos desvios e das fraudes, mas sem recursos para grandes investigações e tentando obter provas junto a fraudadores sofisticados e bem aconselhados, ao invés de procurarem agulha no palheiro encontraram uma solução: cidadãos corretos denunciarem atos fraudulentos que vêem à sua volta. Ao estabelecer um canal em que o denunciante recebe estímulo financeiro para denunciar fraudes, os Estados Unidos passaram a recuperar fortunas em impostos sonegados e dinheiro furtado. Segundo o Relatório de 2018 da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) já foram detectados mais de 1,7 bilhões de dólares em desvios financeiros e conseguiu-se devolver a investidores lesados um valor equivalente a 452 milhões de dólares . Os (59) denunciantes receberam prêmios de 326 milhões de dólares ...