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O Brasil quer administradores, advogados e professores

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Que ciências exatas o quê! Que engenharia e medicina, que nada! O censo recente diz que o brasileiro quer gestores, advogados e... professores! Veja por si mesmo: O Sisu nada mais é que um sistema de seleção unificado, onde estudantes aplicam para cursos visando serem admitidos nas universidades Brasil afora. As preferências acima demonstram que, diferentemente de países desenvolvidos, mais notadamente países asiáticos, o brasileiro não quer virar médico ou engenheiro, mas administrador... Não tenho elementos científicos para interpretar os números acima, mas tenho palpites. O primeiro deles é: a carreira de administrador é a mais versátil hoje em um país assolado por solavancos econômicos, políticos e sociais. Isso significa que o estudante percebe que, se possuir o título de administrador, seu canudo lhe permitirá trabalhar em uma quase infinidade de indústrias, setores e locais... afinal, todos precisam de alguém para administrar gente e coisas. O que...

Educação continuada entre fundamentos e técnica

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O mercado de trabalho pode ser extremamente cruel, especialmente para com desatentos e acomodados (mas não exclusivamente para estes), independentemente de sua idade. O modelo antigo e antiquado de aprendizado visava a obtenção de um diploma, pelo qual o ofício aprendido era atestado por algum tipo de entidade certificadora. A profissionalização tem origem nas corporações de ofício, organizadas sob autorização imperial em que a reserva de mercado era garantida e sua violação punida com extremo rigor. A diplomação é um resquício das corporações de ofício, pois se por um lado atesta que uma pessoa cumpriu créditos e teve notas suficientes confirmando ter aprendido algo, por outro lado é uma barreira diferenciando quem tem formação formal daquele que conhece o ofício na prática. Seria uma falácia dizer que uma profissão se reduz a um diploma. Talento, vocação, sensibilidade e tantos outros atributos fazem um (bom) profissional. Imigrantes qualificados sofrem muito com o formalismo...