Gradual suicídio ocidental

 O pós-guerra marcou-se pela era da racionalidade e pragmatismo.

Após tanta destruição, mas também a revelação de imensa colaboração para combater o mal representado pelo Eixo, pelo Nazismo e Fascismo, o totalitarismo corporificado em Hitler e Mussolini, o ocidente passou a viver um período de imensa integração e prosperidade racional.

Já estando extinta aquela geração que sofreu a amargura da guerra, a perda, o trauma e a irracionalidade destrutiva, incluindo a geração que enfrentou a Cortina de Ferro e o totalitarismo soviético liberado em 1989, a geração que se seguiu, dos Baby Boomers, parece não dar nenhum valor ao esforço feito.

Movimentos revisionistas da história, o auto-ódio a tudo o que representa a prosperidade e desenvolvimento humano e tecnológico ocidental, a visão distorcida do que vem a ser democracia e confronto de idéias para promoção do bem comum harmonizado tomam lugar nas agendas políticas, o movimento anti-branco distorcido como inclusivo e várias pautas identitárias tem conseguido o feito imenso de desarticular sociedades inteiras.

Se os anos de 1945 a 1989 foram os anos da reconstrução pragmática, racional, produtiva, os anos 1990 a 2010 foram os anos do gozo da prosperidade, irresponsavelmente, e daí em diante estamos vendo uma auto-destruição ocidental a passos largos.

A espiritualidade passou a ser condenada, seja ela religiosa ou não.

A empatia passou a ser uma arma suicida, como bem descrito pelo autor Gad Saad, por vezes muito ácido e apavorador.

A verdadeira democracia marcada pelo confronto de teses e harmonização de interesses passou a ser um Samba de Uma Nota Só, em que o policiamento de opinião atinge níveis insuportáveis aos amantes do livre-pensar, do livre-exprimir tão festejado nos anos 1960 e 1970...

E assim a substituição geracional vai criando castas privilegiadas, identidades fragmentadas que aplicam perfeitamente o ideal gramsciano de destruição por dentro, como um câncer que vai contagiando todos os órgãos, em metástase, até matar sua vítima.

O atual calor sentido na Europa, comum nessa época do ano - há séculos - resulta da ideologia obtusa da salvação do planeta por ativistas ecológicos que destruíram sua matriz energética, negando o conforto em troca de teorias furadas, sem fundamento. A lavagem cerebral atingiu níveis absurdos, havendo ainda quem defenda que um bom ar condicionado seja condenável, ainda que morram idosos por desidratação ou hipertermia... já que responsáveis pelo aquecimento global (sic).


Atingimos um nível rodriguiano (de Nelson Rodrigues) de imbecilidade coletiva, piorada pelo baixo nível dos líderes do mundo livre, celebridades ou covardes em enfrentarem os reais problemas. As atuais lideranças políticas, salvo raríssimas exceções como Bukele ou Milei, negam-se a adotar políticas públicas eficazes e antipáticas aos ativistas ou politicamente-corretos.

Serão as sociedades capazes de resgatarem o bom-senso a tempo?

Haveria tempo, antes de a barbárie se tornar a regra, novamente, levando-nos ao século X?



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