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A nova federação: SP, MG e Alberta na mesma luta.

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Se você teve a curiosidade ou oportunidade de ler meu post sobre o momento atual sendo adequado para uma discussão sobre um novo pacto federativo no Brasil, saiba que o assunto não está sendo discutido apenas para o Brasil. A nova premiê de Alberta, Danielle Smith, no Canadá, deu uma excelente entrevista para o Jordan Peterson e você consegue ouvi-la nesse podcast do Spotify  ou no link youtube abaixo.  Ela deixa bastante claro que, enquanto o governo federal do Trudeau sabota o desenvolvimento e fontes de energia fóssil responsáveis daquela província, essa ao mesmo tempo é obrigada a transferir montanhas de dinheiro para Ottawa e outras províncias (inclusive que também boicotam Alberta), com muito pouco em troca à exceção de dificuldades e sabotagem. O dilema real vivido por Alberta é indicação que a federação canadense , várias vezes mais eficiente e onde províncias (estados) são bem mais independentes para decidirem seu destino do que no péssimo modelo brasileiro, permite...

Federalismo, enfim

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     A pandemia está demonstrando, de forma inequívoca, o quão importante são as fronteiras. Estivemos acostumados a viajar rapidamente, por longas distâncias, até recentemente, sem nos preocuparmos muito com aspectos políticos ou sanitários. Vivemos em um país cujas leis são válidas homogeneamente em todo o território, apesar de reconhecermos as imensas diferenças regionais que vão muito além do sotaque, do tempero ou do clima. Chamamos o Brasil de uma República Federativa, mas temos pouca noção do que isso realmente significa.                  Nem sempre foi assim. A memória nacional, ainda que amarelada, nos remete ao tempo em que os estados tinham presidentes e grande autonomia política, fiscal e até mesmo militar. Getúlio Vargas deu o primeiro golpe institucional nesse sentido, concentrando poderes e desmontando a independência dos estados. Vargas inaugurou o início irreversível do distanciamento entre mandatário público e...

Dois ex-presidentes na cadeia e a convicção de que ainda é pouco.

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Há exatamente um ano escrevi esse post , ironizando o fato de o estado do Rio de Janeiro ter simultaneamente quatro ex-governadores atrás das grades. E não é que nesse período a justiça colocou na cadeia dois ex-presidentes? Não tenho conseguido ver nisso algo cômico, nem uma imensa conquista nacional. Apenas vejo a questão sob o ponto de vista trágico. É absolutamente decepcionante ver o quanto o poder tem sido usurpado por quem deve respeito à coletividade. A democracia é uma forma de governo com vantagens sobre as demais, mas aceitemos suas limitações. A representatividade deve ter braço curto. Sabemos que quanto mais distantes um do outro, representante e representado, menos controle haverá e... menos escrúpulo sobrará por aquele que recebe o poder delegado. O Brasil tem essa imensidão de ladrão, gente desonesta no poder, porque essas pessoas nunca viram quem estão prejudicando, nem quem lhes paga o salário régio. São "representantes" que a cada 4 anos sobem e...

Minas não. Veredas. Só assim para superar a maldição.

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Após a segunda imensa tragédia humana e ecológica que acomete meu estado natal, a única coisa da qual me convenço é que continuar denominando um estado e seu povo por sua atividade econômica da era colonial é persistir em um erro imenso. Confesso ter vergonha agora de ser chamado de "mineiro" (aquele que vem de Minas Gerais). Gostaria muito que o Brasil e o mundo conhecessem minhas origens por outra denominação, por outras referências. Entendo a atividade mineral e orgulho -me - como quase todos aqueles que são do meu estado natal - de contribuir continuamente para que ela traga prosperidade ao povo do estado e ao país. Só que ela não pode mais ser tão importante como tem sido. Não pode estar no nome de um estado com 20 milhões de habitantes, como se eles fossem reféns de uma atividade da era colonial. Deveria ser projeto do povo a mudança progressiva (plano de 20, 30 anos) tornar-se independente da atividade mineral (ainda que ela persista), do ponto de vista de PIB...

Três meses para roubar: jabuticaba brasileira

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Acho muito interessante o que acontece no Brasil no que tange à passação de cargos eletivos e comparo com o Canadá, pois vivo nesses dois mundos diametralmente opostos. No dia 7 de outubro último, alguns governadores foram eleitos. Ou seja, a partir do dia seguinte, os governadores atuais e suas pessoas de confiança, em cargo não concursado, que mandam no respectivo cofre estadual, sabem-se terminais . O que seria normal acontecer, num país comprometido com boa governança e proteção do dinheiro do contribuinte? Imediato bloqueio das despesas discrecionárias , proibição de novas contratações de pessoal ou obras e compras. Só que isso não acontece. Vejamos o exemplo do Canadá, mais especificamente da Província do Québec. No dia 1 de outubro foi eleito o novo primeiro-ministro (François Legault) e menos de 3 semanas depois este assume, juntamente com sua equipe e novos secretários. O perdedor (Philippe Couillard) já saiu de cena, no dia seguinte à derrota não assinava mais...

Minas, de A a Z

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Depois de desbancar o PT em Minas, rejeitando o atual desgovernador Fernando Pimentel e tudo o que representa de ruim para a política, gestão pública e combate à corrupção, bem como sua comparsa, Dilma, o estado se vê diante de uma definição no segundo turno entre Antônio Augusto Anastasia e Romeu Zema . Há um certo dilema na escolha e dedico essas linhas a esquadrinhar a correta, sob minha perspectiva. Informo: não sou filiado a nenhum partido brasileiro, portanto minha opinião advém do fato de estar muito aliviado em ter afastado o PT da gestão do estado e sua representação em Brasília, mas ainda preocupado, como verás nas linhas que se seguem. Primeiramente, os partidos O NOVO tem uma proposta disruptiva de fazer diferente na política e sobretudo na gestão pública. O NOVO tem um dono cujas idéias são coerentes e sedutoras a quem não tem medo de trabalho e risco nos negócios, mas como já analisei n esse post de 2 anos e meio atrás sobre o NOVO e n esse mais recente sobr...

Minas também na cadeia

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Piada de mau-gosto circulou meses atrás, informando que 4 governadores sucessivos do Rio de Janeiro estavam presos, denotando a tomada de poder pela bandidagem. Bem, Minas Gerais também não fica atrás no mau-exemplo. Eduardo Azeredo finalmente teve a prisão decretada, por corrupção. Antes dele, vários governadores, inclusive um bastante redondo, foram acusados de desvios de dinheiro público e práticas espúrias, mas naquela época tudo se falava e nada se fazia. Eles e seus comparsas saíram ilesos. Seus crimes prescreveram (essa é a glória do criminoso que conseguiu não ser pego). Fernando Pimentel enrola a justiça magistralmente, mas aos poucos suas águas começam a esquentar para um certo dia ferverem-lhe. Se o sistema estiver realmente mudando, atos de sua administração, bem como seus colaboradores diretos, serão investigados e os responsáveis incriminados por desvio de finalidade, de função, de recursos públicos que parecem estar marcando sua administração desde a campanha...