Beauvoir, Maxwell, Sartre e Epstein
Na autobiografia Mémoires d’une jeune fille dérangée, a vítima Bianca Lamblin (nascida Bienenfeld) conta como, no liceu Molière de Paris, foi uma das primeiras a ser recrutada pela jovem professora Beauvoir. Foi induzida a submeter-se às orgias do casal, no período imediatamente anterior à invasão nazista da França.
Nathalie Sorokin integra esse primeiro grupo das primeiras vítimas infantis documentadas, do casal. Em 1939, como retratado em biografias e mesmo filmes, como La force de l’âge e Les Mandarins, Sartre e Beauvoir inauguraram prática herdada nos meios intelectuais e políticos que se sucederam, em que é a mulher quem caça vítimas para saciar seu macho-alfa, de apetite sexual insaciável.
A família da jovem Sorokin insurgiu-se e denunciou o caso, indo a público. Nada serviu para impedir a ascensão social daqueles acadêmicos corruptos, que tinham o apoio dos poderosos (incluindo imprensa e políticos da ascendente esquerda) e viraram influencers por várias décadas (ainda que todos soubessem serem maníacos sexuais).
Escondidos por detrás do escudo da fama, intelectuais se tornaram ousados e continuaram com seus crimes sexuais, a pedofilia, a caça a vítimas que lhes eram trazidas pela bandeja universitária. Mais "intelectuais” se juntaram à convicção que, se se trata de um pensador mainstream, tudo lhe será possível, independentemente da vítima.
Os bacanais acadêmicos e o bullying sexual tornaram-se a norma em Paris, uma cidade que se tornou famosa pela libertinagem e confusão moral. Quanto mais prestigioso o professor ou a universidade, menos sujeitos estariam a submeterem-se a escrutínios de autoridades ou a polícia.
O tema foi atualizado e está abordado, sob ângulos variados, no filme After the Hunt, estrelado pela bela Julia Roberts.
No caso norte-americano, o livro Poisoned Ivies, a ser publicado em breve, de autoria da senadora republicana por Nova Iorque, Elise Stefanik, a denúncia de abusos segue por outro ângulo. Ela demonstra o dilema sistematizado de auto-destruição dos centros universitários visando a proteção de predadores, ou criação de castas privilegiadas, a salvo de qualquer controle ou limite.
Noam Chomsky, “celebrado” intelectual responsável pela propagação da ideologia de auto-destruição norte-americana - atualmente moribundo aos 97 anos - não negou (nem poderia, diante das provas) sua participação em encontros promovidos pela versão atualizada do famigerado casal francês: Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell.
Chomsky seria não só herdeiro intelectual dos existencialistas, mas herdeiro da idéia de que acadêmicos são magnânimos e intocáveis. Suas práticas o deslocam para a imoralidade voluntária, contrariando todo o discurso de sua vida o transformando em um exemplo olímpico de hipocrisia.
Vários paralelos vem sendo feitos, nos últimos anos, entre Sartre/Beauvoir e Epstein/Maxwell.
O casal Clinton foi mergulhado na trama; não pelo lado intelectualizado/acadêmico, mas puramente vinculante entre poder e corrupção moral, já que qualquer pessoa minimamente observadora e inteligente (algo que não falta aos Clintons) perceberia haver muito de errado na dinâmica após vôos no Lolita Express e festas na tal ilha. Bill deixou um legado indelével, de abuso sexual, na Casa Branca.
Os abusos cometidos pelos casais predadores não foram integralmente descobertos, muito menos punidos. As vítimas envergonham-se, desesperam-se ou simplesmente se aterrorizam diante da possibilidade de terem que reviver os horrores para buscar condenar - em um sistema questionável - seus algozes, calando-se.
Monstros travestidos de intelectuais abusam moral e sexualmente de suas presas, infantis e adultas. Sob o manto da “autoridade”, criaram seus feudos acadêmicos.
Sartre e Beauvoir continuam assombrando-nos com suas ideologias destrutivas, furadas e perigosas.
A ideologia do gênero, que criou tanto medo e privilegiados intocáveis (sob várias nomenclaturas), que por mérito jamais teriam qualquer relevo social ou político, nada mais é que um instrumento criado, há mais de 60 anos, pelo casal pedófilo e agressivo, agora modernizado, de destruição ocidental.
O movimento #MeToo ajudou a desvendar alguns desses abusos.
Começou por Hollywood, mas o medo em encostar em “monstros sagrados” continua presente e muitas vozes tem sido caladas pela mídia, academia e políticos.
Evita-se que se revelem muito mais crimes e vítimas.
Os escritos dessa ideologia necessitam ser lidos pelo ângulo do que realmente significam, o que os condenará à lata de lixo, lugar que merecem no ambiente acadêmico comprometido com a ciência e sociedades sustentáveis.
EM TEMPO: Além de pedófilo, Sartre era um colaboracionista nazista conforme claro nessa entrevista fundamentada. Também mais informações sobre o passado nazista do comunista intelectual, você encontra aqui (basta clicar).
