2025: o ano da virada?
Em 1990, o Brasil teve sua primeira eleição geral pós-regime militar, elegendo-se um presidente civil não diretamente vinculado aos militares (já que Sarney era do partido gestado pelos militares), a despeito de Fernando Collor ser filhote da ditadura e da elite atrasada nordestina. O fracasso foi sintoma do despreparo do país: o Impeachment em 2 anos no poder.
Abaixo, resultado das eleições federais de 1990 (TSE):
Sob a bandeira do acolhimento de demandas sociais de forma mais ativa, a esquerda iniciou sua jornada de tomada do poder no país e no ano de 2002 o PT foi vencedor nas eleições federais. O pelego-modelo Lula da Silva elegeu-se como presidente, gestando uma coalizão de partidos de esquerda dona absoluta do comando da nação, ligada mais pela corrupção e menos pela ideologia.
Aprimoraram-se algumas políticas sociais, o marketing foi bem feito dentro e fora do país, enquanto avolumaram-se escândalos de corrupção sempre beneficiando a coalizão que garantia ao lulismo o tão-sonhado poder eterno.
Mensalão, Jogos Pan-Americanos, Petrolão, Copa do Mundo, Olimpíadas, Máfia dos Medicamentos, etc. envolveram todos os partidos de esquerda, beneficiando ao Tefal-Lula, culminando na redentora, porém já defunda, Operação Lava-Jato, liderada pelo juiz federal Sergio Moro, atualmente Senador da República com votação imensa.
O mundo viveu, nesse mesmo período de vinte e poucos anos, em graus diferentes, a euforia da ascensão do "progressismo".
Versão leve e soft do marxismo, esse comunismo intelectualizado e de luxo, em que dinheiro, fartura, excelente logística garantido abundância e grande circulação de bens e capitais, auxiliou a alimentar o sonho do enfrentamento das tradições dos países por onde se expandiu.
Uma nova geração se acreditou salvadora da humanidade, sobretudo tendo abraçado a heróica agenda climática. Doutrinas identitárias tornaram idéias "revolucionárias" em verdadeiros cultos dogmáticos, só que, após mais de duas décadas de experimentação, demonstram-se insustentáveis e altamente impopulares.
O nível de desconfiança dentro de nações que se reconstruíram após o flagelo da Segunda Grande Guerra atinge nível elevadíssimo.
A demanda popular atual exige novos governantes determinados, nacionalistas, defensores de empregos, do cidadão comum, do modo de vida percebido como ameaçado pelos excessos da irresponsabilidade das elites políticas progressistas.
Isso se passa do Canadá, Itália ao Brasil e Estados Unidos.
Outro fator que demonstra o esgotamento do modelo político atual é o alinhamento de líderes progressistas com tiranos assassinos e ladrões como Maduro ou Putin, ou ainda ditadores bem empacotados pelo marketing de estado, como o chinês Jinping.
A mudança dos ventos políticos é uma reação, a busca de muitos cidadãos a levarem o pêndulo ao centro.
Só que sabe-se que quanto mais força é exercida para um pólo, mais energia dinâmica movimentará o pêndulo no sentido contrário, excedendo o ponto neutro para atingi outro pólo.
Quanto mais intensa a força para um pólo, mais difícil será encontrar o equilíbrio, mantendo-se a instabilidade do movimento pendular que não leva a lugar nenhum, só a controvérsias e conflitos.
A estabilidade social e geopolítica tão sonhada, também conhecida como paz & prosperidade, parece atualmente fora do nosso alcance.
A união daqueles que sonham com o ideal de harmonia digna e respeitosa na diversidade, para buscarem bom senso e justiça (negando a vingança e o radicalismo identitário, o terror) parece ser o único caminho para ficarmos mais próximos do ideal humano, sobretudo longe das elites parasitas e desagregadoras que resistem bravamente em seus castelos pagos por contribuintes empobrecidos.