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Kissinger: incontornável até o fim

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Ontem faleceu Henry Kissinger , aos 100 anos de idade. Tornou-se famoso desde a época em que foi nomeado Conselheiro para a Segurança Nacional e depois  Secretário de Estado do governo de Richard Nixon, ao final da década de 1960. 70% das mídias tradicionais de notícias (que consegui analisar) informam sua morte construindo um obituário obscuro, muito negativo. Como alguém que o acompanhou desde criança pelos jornais e conversas de família, entendo ser normal criticá-lo, mas o exagero indica superficialidade de conhecimento e contexto pelas editorias internacionais que o caracterizam negativamente. Esse acadêmico, transformado político altamente complexo é, sem dúvida alguma, se não o único , um dos principais  pais da paz mundial experimentada no longo período desde a guerra fria até o dia de ontem, que nos beneficiou a todos nesse planeta. O jovem judeu conseguiu fugir da Alemanha nazista com a família após ser espancado na escola e seu pai ter perdido o emprego, em vista d...

O fim do jornalismo

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Contexto Confesso que não havia ouvido, antes do surgimento de Donald Trump , a expressão Fake News . O fenômeno é abordado de forma interessante nesse artigo  (clique sobre a palavra para abrir nova tela). O despreparo da imprensa em lidar com a ética é revelado no excelente livro Chatô: o Rei do Brasil , de Fernando Morais. Ali, descortinam-se estratégias e artimanhas dos editores, donos dos jornais e jornalistas para achacarem empresários e políticos. Vendem manipulação dos leitores, inventando notícias, para ganho próprio ou de uma agenda à qual se identificam, majoritariamente desconectada do interesse público difuso. Jornais passaram a ser destinatários de fortunas de dinheiro público, por meio do anúncio de campanhas públicas e das empresas estatais.  Um troca-troca promíscuo entre quem deveria informar e quem deseja manipular, tendo a chave do cofre, gera a receita do desastre no que diz respeito ao quesito credibilidade. Com o advento das mídias sociais, meios de impr...

Swing político: o tango libertário

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Hoje é o dia seguinte à vitória de Javier Milei nas urnas da Argentina. O enorme significado disso não pode ser menosprezado, pois reinaugura um capítulo na América Latina, iniciado com a inesperada eleição de Jair Bolsonaro no Brasil, em 2018. Denominações Como o extremismo dos criadores de narrativas da imprensa e da academia continua sendo martelado na cabeça das populações, consegui recensear as seguintes expressões dos auto-denominados sinalizadores de virtude descrevendo o eleito argentino: ultraliberal, ultra-libertário, extrema-direita, ultra-direita , etc.  É triste ver como faltam cérebros e censo de auto-crítica à imprensa que se afunda cada dia mais em suas próprias criações mentirosas, ainda que certos governos, como o atual canadense, passem leis para criar privilégios aos que ainda parasitam a população achando estarem exercendo algo próximo do que seria o jornalismo. Economia O Wall Street Journal de hoje traz gráficos chocantes sobre a economia argentina, destruí...

Brasil: Narco-Governo ou Narco-Estado?

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 O Brasil teve um processo eleitoral em 2022 absolutamente falseado por estratagemas que se iniciaram em 2018. Isso todo mundo já sabe. Se as urnas das eleições foram fraudadas ou não, não há como saber. Qualquer tentativa de apuração por especialistas ou órgãos independentes foi massacrada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Então não há como afirmar nada categoricamente. O ponto de interrogação, ainda que desagrade a algumas pessoas, continua persistindo pois questionadores foram silenciados, ao invés de terem suas perguntas respondidas, como se esperaria em um estado de direito. Aliás, como se esperaria dos guardiões do princípio basilar do devido processo legal: ampla defesa e contraditório, inclusive para produzir provas. A questão nem é mais a eleição, assunto ultrapassado, mas entalado na garganta certamente de mais de 50 milhões de eleitores brasileiros.  Os mais novos que lêem esse espaço certamente não estudaram um fenômeno que ocorreu no Brasil entre fins d...

O Brasil da esquerda não classifica o Hamas como grupo terrorista

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Era prá ser só o título, mas antes de abordá-lo, vamos lá: Tenho dois tipos de leitores nesse blog, como qualquer pessoa que publique algo: aqueles que desejam conhecer minha visão sobre diversos assuntos para enriquecerem seu entendimento sobre vários temas, e os voyeurs , ou em francês pejorativo, os voyoux. O voyou  odeia tudo o que não é espelho e apenas lê-me por fetiche, para achar mais argumentos visando consolidar seus dogmas, fortalecendo a seita à qual pertence. Serão atos e pensamentos negativos, não oxigenados, obscuros. Em seguida o voyou fará , como já reportei aqui , esforços para descontextualizar o que escrevo e incitar seguidores ao desentendimento, desarmonia, na busca da promoção de prática comum aos fracos e covardes sem argumentos: o cancelamento . Ora, como escrevo para os dois públicos, é interessante meu leitor-do-bem sabê-lo, ficando alerta. Tenho 25 anos de escrita pública e conheço um pouco o que esperar do ser humano. Voltando à vaca fria, esse post de...

Felipe Moura Brasil - transcrição de artigo publicado n'O Antagonista

  Os “amigos terroristas” da ONU e os "professores do ódio" em Gaza O massacre de 7 de outubro reacendeu as antigas críticas judaicas à complacência da UNRWA com o Hamas Israel  ironizou na rede social X , antigo Twitter, a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), após a exclusão da  notícia  de que o Hamas roubou combustível e equipamentos médicos de suas instalações na Cidade de Gaza: “Espere, UNRWA:  o Hamas também invadiu sua conta no Twitter? Ou você está apenas com medo de decepcionar seus amigos terroristas?” As Forças de Defesa de Israel também  publicaram  o  print  original da notícia apagada pela agência e acrescentaram que “a  quantidade de combustível roubado é suficiente para abastecer as instalações de dessalinização de água de Gaza durante seis dias”. “ O Hamas não se preocupa com o povo de Gaza. Isto permanece verdade mesmo que a UNRWA apague os seus tweets” , completaram as FDI. Em 2009, co...

Canadá: quase uma Coréia do Norte da mídia

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Há alguns anos, o governo canadense, liderado pelo seu Partido Liberal (algo como PT ou, com boa vontade, PSDB brasileiro), em coligação com os Novos Democratas (espécie de PCdoB), vem sonhando em censurar idéias e notícias , inspirado pela nobre causa do combate às Fake News. O atual governo do Canadá não está sozinho na iniciativa de censura.  Mundo afora governos de todos os espectros, mas sobretudo os que se auto-denominam progressistas, têm desejado aproveitar a onda de censura para evitar críticas a si mesmos, sobretudo em decorrência das modernas mídias que permitem a cada cidadão relatar o que vêem ou sentem (e alguns erram a mão, o que é absolutamente natural sobretudo para não-profissionais ). O resultado foi a desastrosa lei C-18, muito bem examinada por uma professora da renomada universidade McGill nesse artigo (clique encima e abre uma janela). O interessante é que enquanto a tal lei australiana (modelo para a canadense) beneficia quase que totalmente 3 grandes grupo...

Odiar para pertencer?

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O dia 7 de outubro de 2023 entrou para o livro das infâmias produzidas pela humanidade. Terroristas palestinos, covardes por natureza (o terrorismo é um ato de covardia , apesar de jovens idiotas serem manipulados habilmente por líderes fundamentalistas que desejam ligar terrorismo a ato de bravura ), assassinaram calculada e friamente mais de  1.390 pessoas em Israel (a grande maioria, cidadãos israelenses), deixaram mais de 3000 feridos (vários graves, que vão sucumbindo) e sequestraram mais de 190 pessoas, sobretudo mulheres e crianças . O dia  7 de outubro  trouxe ao século 21, 81 anos depois, o pior ano para o povo judeu, quando em 1942 Adolph Hitler e seus simpatizantes em vários países (não só na Alemanha) iniciaram o genocídio judaico industrializado nos Campos de Concentração: o  Holocausto .  Desde então não tinha havido um dia com tanta matança de judeus, alvo unicamente por quererem viver e prosperar na terra de seus antepassados, como descr...