Aparelhamento da ditadura travestida
Não bastassem os escândalos da libertação de Lula, por seus ex-advogados e aliados políticos na suprema corte, para que concorresse à presidência, o furto do INSS, o do Banco Master, além dos conhecidos Mensalão e Petrolão, o aparelhamento da justiça não conhece fim.
Em breve, um tal Bessias, assim chamado o menino-de-recado da ex-presidente Dilma, por meio de manobras como aquela que enterrou o relatório da CPI do Crime Organizado (em que o presidente do Senado, em colusão com o chefe do Executivo, alterou de última hora os membros mediante canetada garantindo que nada fosse investigado ou ministros do STF indiciados por seus aparentes crimes) será entronado no tribunal mais importante do país.
Sua fidelidade canina ao projeto de poder - e de assalto ao país - das oligarquias políticas que hoje lhe dominam é mais do que suficiente para garantir que passe pela pantomima em que se tornou a outrora “sabatina” do Senado.
Instituições vão por água abaixo, quando são invadidas por corruptos e medíocres.
Não há salvação para as instituições brasileiras, exceto sua dissolução e o desenho de um novo pacto federativo.
Até que isso aconteça, se acontecer, o Brasil continuará na trajetória decadente iniciada ainda nos anos 1980, quando a democratização não significou a melhoria da governança pública.
A redemocratização brasileira, fica evidente a cada dia, permitiu a instalação no poder de grupos criminosos, da mesma forma como bem descrito por Paul Klebnikov, jornalista russo-americano assassinado em Moscou em 2006 por expôr bandidos e a máfia russa capitaneada, sobretudo, por Boris Berezovsky à época.
Assim como na Rússia, de forma dramática o Brasil transforma-se em um país dominado por gangues criminosas com bandidos travestidos de políticos, muitos deles diretamente associados ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.
