Um mundo capitalista e feminino: o futuro visível

Pouco me importo com pautas identitárias ou sectarismo, já que acredito - e sou fruto dela - na meritocracia. Minha geração é anterior ao "politicamente correto" e negamo-nos, salvo exceções dogmáticas de alguns desorientados, a nos censurarmos para agradarmos à horda ignorante.

A ascensão feminina ao mundo formal do trabalho é uma conquista relativamente recente. Mulheres sempre tiveram diversos turnos de trabalho, sempre foram incessantes na labuta, seja no campo, bem como nas tarefas domésticas partindo do período do mundo rural ao urbano. 

O lado multi-tarefa é eminentemente feminino, como estudos científicos comprovam. Homens são melhores em objetivos pontuais, mas afirmar isso categoricamente seria criar estereótipos e ser reducionista, o que não cabe em uma era em que não mais se discute existirem qualidades "ditas" femininas e masculinas em todos os seres humanos.

A revolução dos costumes no ocidente ocorreu notadamente após a mulher passar a controlar a natureza, seus ciclos biológicos, as escolhas matrimoniais, profissionais e sobretudo a maternidade. Em 3 gerações, muito mudou.

A Segunda Guerra Mundial mostrou o esforço de guerra fundado em ambos os gêneros. 

Valentes mulheres trabalharam em fábricas, na administração pública, como espiãs e na linha de frente em várias funções, sob vários perigos e desafios tecnológicos. Aquela tradição invadiu o mercado de trabalho, ainda que com atraso.

Nos últimos 30 anos, assisti a uma mudança fundamental na academia. A maioria dos estudantes passou a ser do sexo feminino. Elas passaram a se dedicar a profissões diversas e à pesquisa, tornando-nos cegos à questão do gênero, que passou realmente a ser indiferente. 

Todas as barreiras foram praticamente vencidas, inclusive barreiras da equidade de oportunidades em nível estratégico no mundo político e empresarial. A fronteira foi ultrapassada.

Os quadros abaixo, produzidos pela Bloomberg, demonstram como os EUA promovem a prática da ascensão feminina a passos largos:


No mundo, os EUA são o país mais inclusivo para as mulheres que desejam prosperar e criar riqueza. Comparado a outros países, os EUA parecem estar em outro planeta, estando demonstrado que é apenas o começo de uma tendência forte.


Nesse mundo evolutivo, mulheres assumem sua competitividade e ambição, sem pudor.

Elas direcionam suas energias (e escolhas) para a criação de riqueza e prosperidade.

Hoje vislumbram-se menos tensões e confrontações que aquelas às quais, nos primórdios da conquista da equidade de sexos, induziam ao falso conceito de que seria necessária uma "Guerra dos Sexos". 

O espaço sustentável conquistado pelas mulheres não tem sido criado pela substituição ou destituição de homens de suas funções, mas pela inventividade e aceitação de que a harmonia entre gêneros possui confirmadamente o condão de criar melhor prosperidade e empreendedorismo.

Há mulheres, assim como há homens, admiráveis. A história está cheia de exemplos.

O mais notável é enxergar com tanta clareza a maravilha da mobilidade social norte-americana dos gráficos acima. Ainda há desafios, certamente, mas é notável ver a evolução. 

Isso torna ainda mais lamentável o desprezo pelas mulheres em países como Afeganistão, Irã... por culturas e religiões que insistem em manter a mulher em nível social inferior... 

É frustrante e revoltante.

Os EUA, país criticado por tanta gente, inclusive por vários de seus próprios cidadãos (programados para acharem tudo ruim, por viés de ideologias malucas e desonestas), notadamente sua liberdade econômica, confirma-se o campeão para as mulheres.

Tomara que essa informação seja divulgada adequadamente, indicando o respeito à evolução (e à mobilidade) social decorrente puramente de mérito e opção do mercado.




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