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Mostrando postagens de julho 5, 2026

A sujeira dos outros

Muito recentemente fiz uma viagem de ônibus pela minha Geraes. A paisagem natural ao longe permanece praticamente a mesma, com algumas montanhas cortadas, denotando a exploração mineral própria ao estado. O ônibus parava para deixar e colher passageiros, e algo me chamou bastante atenção: a sujeira. A sujeira não estava apenas à beira da estrada, fruto das coisas jogadas a partir de janelas de caminhões, ônibus e carros. Ela era presente nas paradas de ônibus, aqueles escombros construídos em 1970 em que as pessoas esperam, na poeira do canteiro de terra, a condução. É o sinal absoluto de delegação dos indivíduos ao estado que limpe, e como o estado (município ou poder público) não limpa, as coisas, todas as sujeiras (garrafas vazias, latas, sacodas, lixo de toda a ordem) vão se acumulando. Não preciso postar foto (tirei várias), mas é evidente que algo está muito errado nessa mentalidade de que quem limpa é o estado (ausente) e os cidadãos podem reclamar, mas não fazem nada a respeito...